Troféu Suassuna
Por iniciativa do Mestre Ninja, a Fundação Itabunense de Cultura e Cidadania entregou no dia 27 o troféu Suassuna em reconhecimento ao legado da capoeira itabunense como um patrimônio imaterial de nossa cidade. A homenagem fez parte do 2º Encontro Nacional de Capoeira de Itabuna, promovido pela Escola de Capoeira Celeiro de Bamba do Grupo Cordão de Ouro.(confira fotos e vídeos)
Na oportunidade, a FICC também homenageou a família do Mestre Vovô, por sua vida dedicada à formação de jovens nessa arte centenária. Mestre vovô faleceu recentemente, deixando uma lacuna no âmbito da cultura itabunense.
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| A viúva Lia e o aluno formado Zé Carlos |
O presidente da Fundação, Roberto José da Silva, em sua fala durante a entrega das homenagens enfatizou a importância da capoeira em Itabuna e de seus ilustres representantes que levaram seus conhecimentos para várias partes do país e do mundo. Segundo Roberto, a entrega do troféu Suassuna acontecerá todos anos, sendo que em cada edição um capoeirista será homenageado pela sua trajetória no esporte. Com isso, a FICC pretende trazer para Itabuna uma forma unificada de pensar a capoeira. Independente de grupos, pois os que militam nela batalham pelo bem comum. Parafraseando Juca Ferreira, Itabuna estava devendo isso aos mestres de capoeira, responsáveis por uma das manifestações mais plurais e brilhantes de nossa cultura.
O primeiro a receber o troféu foi o próprio Reinaldo Ramos Suassuna, mais conhecido como Mestre Suassuna, nascido em Itapitanga, mas, segundo ele próprio, um filho de Itabuna, pois foi nesta cidade que ele começou seu aprendizado ainda garoto por conta de um início de paralisia nas pernas que o obrigava a praticar algum esporte. Em 1960 fundou a ACRESI- Academia Regional de Capoeira de Itabuna. Mestre Suassuna é criador de um novo estilo de capoeira: o miudinho. Com o miudinho ele inventou um toque específico do pandeiro e do berimbau. Ele relata que “educou o aluno a jogar uma capoeira mais perto, mais próximo, resgatando assim a movimentação real da capoeira. É um jogo sem muita maldade, sem malícia, é um trabalho mais de movimentação de capoeira, resgate da própria capoeira. O miudinho foi feito exatamente para dar um brilho diferente à capoeira.”
Suassuna é também fundador do Capoeirando, Encontro Internacional de capoeiristas e está no hall dos grandes nomes que trabalham em prol da capoeira e dos capoeiristas. Aonde vai, ele fala da cidade de Itabuna como Celeiro de Bamba, pois foi onde surgiram grandes nomes da capoeira como o próprio, o mestre Medicina (Luís da Conceição, aluno dele), Artur Emídio, Antonio Rodrigues, Almir das Areias, entre outros renomados mestres. Hoje a FICC tem orgulho de dizer que pode garantir a eternidade do trabalho de Mestre Suassuna e como diz o outro Suassuna – “Que você seja sempre esse encantador de multidões”.




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